Do mais grave ao menos grave. Cada ponto termina no que fazer.
Críticos
3.1Crítico
A expressão que você decidiu não usar por escrito ainda aparece no material
Você disse na conversa: “eu falar é uma coisa, eu colocar por escrito eu acho um pouco agressivo”. No material, a expressão aparece por escrito na capa (p.1) e na cópia da capa (p.10), no nome da Aula 1 (p.4), no nome da palestra (p.14 e p.20) e na faixa mais baixa da autoavaliação (p.19), além do nome do arquivo e do sexto post do carrossel.
O caso mais sensível é a p.19, em que a expressão vira o diagnóstico impresso que o aluno recebe sobre o próprio negócio, na página em que ele dá as notas. A própria história pede um cuidado: a p.5 põe o dono no lugar do hóspede, que é quem consome, e o resort, que serve, sai sem culpa (“Não é porque a comida é ruim”).
O que fazerDeixar a história na sua voz, no palco, e tirar a expressão do material escrito. Na capa e na palestra, o título que você já escolheu, “Escolha fazer o básico impecável”. Na Aula 1, um nome pelo efeito, como “Quando fazer tudo sai caro”. Na p.19, a faixa fica só com “tentando tudo, entregando pouco”. Apagar a capa repetida e renomear o arquivo. Se quiser manter a história, dá para mudar o foco para a cozinha: o resort que serve quarenta pratos mornos comparado ao que serve cinco pratos impecáveis. Assim o dono se reconhece no lugar de quem serve, e a ponte para o comfort food da Azul fica pronta.
3.2Crítico
Formato, escada e quem compra
Você comentou que este material é o minicurso e que a imersão ainda vai ser montada, e mesmo assim as duas versões definem portas de entrada diferentes. Na conversa, a porta é a imersão online de um dia a R$ 47 (“Eu vou resumir tudo isso em um dia”), e depois vêm as aulas, a consultoria e as palestras. Na apresentação, a porta é um minicurso de três aulas que somam de 35 a 40 minutos, com preço gratuito ou de R$ 47 a R$ 97 (p.20), e o passo seguinte é um workshop de meio dia dentro da empresa, mais a palestra (p.14 e p.20). O teste de outubro, com os R$ 2.000 de verba, precisa de uma oferta só para mostrar o que funcionou.
Na ordem da conversa, quem paga R$ 47 recebe um dia inteiro e depois dificilmente paga mais por cerca de 40 minutos de aula. Você comentou algo parecido sobre o formato novo da Fernanda: “a gente sai dali, quer fazer” e “ela vendeu a implementação agora”.
O comprador do degrau de cima também é outra pessoa. A p.2 descreve donos “sem equipe de CX e sem orçamento de consultoria”, e a receita prevista está num workshop de meio dia e numa palestra para convenções. O dono de salão que pagou R$ 47 dificilmente contrata meio dia seu, e numa convenção quem contrata a palestra é quem organiza o evento.
O que fazerEscolher uma porta de entrada só, antes de escrevermos a página do produto. O minicurso já foi desenhado para isso: cada aula deixa uma tarefa para antes da seguinte, e na p.11 ela vira condição (“Sem isso, a Aula 3 não vai fazer sentido pra você”). Em qualquer formato, o degrau do meio poderia ser a aplicação: seis semanas com a rotina de 30 minutos, uma letra por semana, com você acompanhando o grupo, sobre o esqueleto que a tabela da p.18 já oferece. Para o degrau de cima, vale olhar para quem reúne muitos pequenos negócios e paga para treiná-los, como franqueadoras, associações comerciais, o SEBRAE e marcas com rede de lojistas. Para esse comprador, o método ajuda a manter o mesmo padrão de atendimento em muitas pontas, e o curso para o dono vira vitrine e prova.
3.3Crítico
A conta de R$ 47 e os R$ 4.000
Você disse que quer recuperar os R$ 4.000 em um mês (“eu quero recuperar esses R$4.000 em um mês”) e paga 17% de imposto no seu CNPJ. As contas, só com os seus números:
| Preço | Sobra por venda, depois dos 17% | Vendas para chegar a R$ 4.000 |
|---|
| R$ 47 | cerca de R$ 39 | cerca de 103 |
| R$ 97 | cerca de R$ 80 | cerca de 50 |
| R$ 197 | cerca de R$ 163 | cerca de 25 |
Isso antes da taxa de quem processa o pagamento. Com 859 seguidores no Instagram, fechar a conta a R$ 47 só com essa base exigiria que 12 de cada 100 comprassem. Contando também os R$ 2.000 de verba, são cerca de 154 vendas. O lançamento está previsto para 15 a 20 de outubro. A nota da p.20 já registra onde está a receita desse modelo: “A receita real está no workshop e na palestra.”
O que fazerSeparar as duas metas é o caminho que sugerimos. Para os R$ 4.000, uma palestra paga ou um projeto de consultoria tende a exigir muito menos vendas. O produto de entrada fica com a meta que a p.20 já escreveu bem: quanta gente preenche o mapa de jornada e chega à Aula 3. Se ele precisa pagar a conta, o preço sobe. Se serve para formar base, pode ser gratuito, com a verba enchendo a sala, e a autoavaliação da p.19, que você já pretende automatizar, pode virar um teste gratuito na página, com o resultado enviado por WhatsApp.
3.4Crítico
A fala de venda da Aula 3 enfraquece a oferta
Na p.14: “Você acabou de fazer, sozinho, o que eu faço em consultorias (...) só que no seu ritmo, sem gastar nada.” Se o aluno fez sozinho e sem gastar o que você cobra numa consultoria, o degrau pago vira opcional. As p.11 e p.14 também prometem resolver sem gastar, e a p.9 promete mapear sem gasto, a um aluno que pode ter acabado de pagar.
O que fazerVender a parte que o aluno dificilmente faz sozinho: a equipe manter o padrão na sexta semana, quando ninguém está olhando. É a pergunta do Treino, e ela leva direto à oferta de acompanhamento. Prometer a rotina de 30 minutos e trocar “sem gastar” por “sem contratar ninguém e sem sistema novo”.
3.5Crítico
O que só você tem ficou de fora
Nas 21 páginas não há Azul, caso, foto ou exemplo real. Os seus exemplos ficaram na fala: o comfort food da Azul (“ninguém mais pode contar essa história”), o café preto gostoso antes do café com espuma e o hambúrguer que chega amassado no delivery. A única prova escrita é “9 de cada 10 negócios pequenos que eu visito” (p.5), sem base informada. Um número redondo sem base tende a ser o primeiro ponto que um dono desconfiado questiona.
O que fazerDar a cada letra do RESORT um caso seu, começando pela Azul, com o prêmio citado com ano e fonte: melhor companhia aérea do mundo em 2020, pelo TripAdvisor, como já está no material da Radar. Para o “9 de cada 10”, dizer quantos negócios e quando, ou trocar por algo como “o que eu mais vejo”. Se quiser gerar prova nova antes do lançamento, aplicar a autoavaliação com alguns donos e registrar, com autorização, rende casos e conteúdo.
Importantes
3.6Importante
A Aula 2 ainda não cumpre o que a Aula 1 promete
A p.7 promete “um único momento que pesa mais que todos os outros juntos” e mostrar “exatamente como achar esse momento no seu negócio, em menos de 15 minutos”. A Aula 2 tem divisória (p.8) e objetivo (p.9), e no lugar do desenvolvimento está a capa repetida (p.10). O mapa da p.17 pede um X onde já houve reclamação, dúvida ou cliente que sumiu, o que tende a render vários X sem critério para escolher um.
O que fazerEscrever a Aula 2 antes de fazer a promessa e definir a regra de desempate, por exemplo a etapa marcada que vem primeiro na jornada. Prometer “o momento que mais pesa no seu negócio”, sem cronômetro.
3.7Importante
Seis ferramentas e cinco promessas para o mesmo aluno
O aluno recebe 6 letras (p.3), 5 etapas da jornada (p.17), uma checklist de 4 itens (p.16), uma rotina de 4 passos (p.18), uma tabela de 6 semanas (p.18) e uma nota de 0 a 30 (p.19). A p.3 chama as letras de “etapas onde o cliente decide se volta”, e duas delas, Escolha e Treino, dependem do dono e da equipe, sem que o cliente passe por elas. Com dois R no método, “foque em O e R” (p.16) deixa em aberto qual deles. As promessas também mudam de página para página: fazer o básico “de um jeito que ninguém esquece” (p.1), escolher o básico impecável (p.2), as etapas em que o cliente decide se volta (p.3), gente que não volta (p.5) e o básico ligado a dinheiro (p.21).
O que fazerOrganizar tudo em torno das seis letras. As seis perguntas da p.3 já funcionam como uma checklist mais completa que a de quatro itens, e a rotina pode trabalhar uma letra por semana, o que explica as seis linhas da tabela. Na p.3, chamar as letras de “perguntas”. Para a promessa, ficar com uma só, com um resultado que o dono consegue contar: cliente que volta. A dor da p.2 e a frase-âncora da p.5 já dizem isso.
3.8Importante
Seis segmentos no lançamento
A p.2 lista seis segmentos, e a letra E pergunta: “Você decidiu o que faz muito bem e o que não vai tentar fazer?” Com R$ 2.000 de verba de teste, dividir o anúncio entre seis públicos ensina pouco sobre cada um.
O que fazerLançar para um ou dois segmentos em que o cliente volta com frequência e tirar deles os exemplos das aulas. Depois, abrir para os outros já com prova.
3.9Importante
A Aula 1 termina sem uma vitória prática
O objetivo escrito na p.5 é fazer a pessoa se reconhecer no problema “sem ainda dar a solução completa”. Quem compra quer sair da primeira aula com algo na mão.
O que fazerGarantir que a Aula 1 termine com uma vitória prática visível. A checklist já serve para isso, se for apresentada como um ganho.
3.10Importante
“Seu problema não é marketing” (p.6)
Na conversa, você resumiu a tese assim: “fazer o básico bem feito é comunicação”. A frase da p.6 tira o marketing da explicação, e quem ouve pode concluir que o problema está longe da sua área.
O que fazerDizer qual é o problema, na linha da sua tese: o básico também é comunicação.
3.11Importante
Proximidade com o material da Ana Couto
Você contou que montou o carrossel copiando um material da Ana Couto. O primeiro post traz a frase dela inteira, o segundo repete a ideia que fecha essa frase e o terceiro abre com o começo dela. O título da p.21 termina no mesmo lugar, e quem conhece o trabalho dela tende a reconhecer.
O que fazerFechar a p.21 com a sua frase, a citação que já está na mesma página. Reescrever os três primeiros posts com frases suas, como “Escolha fazer o básico impecável” e o “9 de cada 10”, com base.